Archive for category Artigo

Zenóbia

Zenóbia ( 274 d.C.), rainha de Palmira (267- 272), esposa do rei Odenato, nascida em Palmira (atualmente Tadmor, Síria). Em três anos, estendeu seu domínio sobre toda a Síria, o Egito e a maior parte da Ásia Menor.
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Artigo

Artigo é um determinante que precede o substantivo, com o qual concorda em gênero e número. Existem duas classes de artigos: definidos e indefinidos. Os artigos definidos (o, os, a, as) antepõem-se a um substantivo, o elemento de referência para o destinatário da mensagem — seja porque já foi feita alguma menção anterior a ele, seja porque este conhecimento é produto da experiência. Os indefinidos (um, uns, uma, umas) servem para apresentar um substantivo ao qual não se fez qualquer menção anterior.

Os artigos também podem preceder um adjetivo, um advérbio, um verbo e uma oração.

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Biodiversidade

Biodiversidade é também chamada de diversidade biológica, variedade de organismos vivos em um hábitat, ou zona geográfica determinada. Geralmente mede-se como o número de espécies ou subespécies de plantas, animais e microorganismos. A diversidade de espécies é imprescindível para o funcionamento natural dos ecossistemas e, portanto, é um indicador do estado de saúde de determinado meio.
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O meu jornal diário

Ao contrário do jornal, internet nos leva a buscar ideias afins às nossas e vai nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas
Alguns dos obituários mais recentes não estão saindo nos jornais, mas são dos jornais. O “Seattle Post-Intelligencer” é o mais recente a desaparecer, excetuando um resquício de que vai existir só no ciberespaço, e o público está cada vez mais buscando as notícias que consome não nas grandes redes de televisão ou em fontes impressas em tinta sobre árvores mortas, mas em suas incursões on-line.
Quando navegamos on-line, cada um de nós é seu próprio editor, o guardião de sua própria entrada. Selecionamos o tipo de notícias e opiniões de que mais gostamos.
Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), chamou a esse produto noticioso emergente “O Meu Jornal Diário”. E, se isso for uma tendência, que Deus nos salve de nós mesmos.

Isso porque existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas. Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos. Um estudo clássico enviou despachos a republicanos e democratas, oferecendo-lhes vários tipos de pesquisas políticas, ostensivamente de uma fonte neutra. Os dois grupos mostraram mais interesse em receber argumentos inteligentes que corroborassem suas ideias preexistentes.

Também houve interesse mediano em receber argumentos tolos em favor das posições do outro partido (nós nos sentimos bem quando podemos caricaturar os outros). Mas houve pouco interesse em estudar argumentos sólidos que pudessem enfraquecer as posições anteriores de cada um. Essa constatação geral foi repetida muitas vezes, como observou o autor e ensaísta Farhad Manjoo em 2008 em seu ótimo livro “True Enough: Learning to Live in a Post-Fact Society” [Verdade Suficiente: aprendendo a viver numa sociedade pós-fatos].

Permita que deixe uma coisa clara: eu mesmo às vezes sou culpado de buscar verdades na web de maneira seletiva. O blog no qual busco análises sobre notícias do Oriente Médio frequentemente é o do professor Juan Cole, porque ele é inteligente, bem informado e sensato -em outras palavras, frequentemente concordo com ele. É menos provável que leia o blog de Daniel Pipes, especialista em Oriente Médio que é inteligente e bem informado -mas que me parece menos sensato, em parte porque frequentemente discordo dele.

Segregação
O efeito do “Meu Jornal” seria nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas. Um dos livros mais fascinantes de 2008 foi “The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America is Tearing Us Apart” [A grande classificação: porque a divisão da América em agrupamentos de ideias iguais nos está dividindo], de Bill Bishop.
Ele argumenta que os americanos vêm se segregando em comunidades, clubes e igrejas onde são cercados por pessoas que pensam como eles.

Hoje, diz Bishop, quase metade dos americanos vive em condados que votam por maioria avassaladora em candidatos democratas ou republicanos.

Nos anos 60 e 70, em eleições nacionais igualmente disputadas, só cerca de um terço dos eleitores vivia em condados que apresentavam maiorias avassaladoras nas eleições.
“O país está ficando mais politicamente segregado -e o benefício que deveria advir da presença de uma diversidade de opiniões se perde para o sentimento de estar com a razão que é próprio dos grupos homogêneos”, escreve Bishop.

Um estudo que abrangeu 12 países concluiu que os americanos são os que demonstram menos tendência a discutir política com pessoas de visões diferentes, e isso se aplica especialmente aos mais bem instruídos. Pessoas que não concluíram o ensino médio tinham o grupo mais diversificado de pessoas com quem discutiam ideias. Já as que tinham concluído a faculdade conseguiam colocar-se ao abrigo de ideias que lhes eram incômodas.

O resultado disso é a polarização e a intolerância. Cass Sunstein, professor de direito em Harvard que agora trabalha para o presidente Obama, fez uma pesquisa que mostrou que, quando progressistas ou conservadores discutem questões como ação afirmativa ou mudanças climáticas com pessoas que pensam como eles, suas ideias rapidamente se tornam mais homogêneas e mais extremas que antes da discussão.

Em um estudo, alguns progressistas inicialmente temiam que as ações para enfrentar as mudanças climáticas pudessem prejudicar os pobres, enquanto alguns conservadores inicialmente se mostravam a favor da ação afirmativa. Mas, depois de discutir a questão durante 15 minutos com pessoas que pensavam como eles, os progressistas se tornavam mais progressistas, e os conservadores, mais conservadores. O declínio da mídia noticiosa tradicional vai acelerar a ascensão do “Meu Jornal”; vamos nos irritar menos com o que lemos e veremos nossas ideias preconcebidas confirmadas com mais frequência. O perigo é que esse “noticiário” autosselecionado aja como entorpecente, mergulhando-nos num estupor autoconfiante por meio do qual enxergaremos as coisas em preto e branco, sendo que os fatos normalmente se desenrolam em tons de cinza.

Qual seria a solução? Incentivos fiscais para progressistas que assistam a Bill O’Reilly [comentarista do canal conservador Fox News] ou conservadores que vejam Keith Olbermann [âncora do canal progressista MSNBC]? Não -enquanto o presidente Obama não nos dá o atendimento médico universal, não podemos correr o risco de um aumento grande no número de infartos.

Então talvez a única maneira de avançar seja que cada um se esforce por conta própria para fazer uma malhação intelectual, enfrentando parceiros de discussão cujas opiniões deploramos. Pense nisso como uma sessão diária de exercícios mentais análoga a uma ida à academia: se você não se exercitou até transpirar, não valeu. Agora, com licença. Vou ler a página de editoriais do “Wall Street Journal”.

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A visão moderna dos gênios

Algumas pessoas vivem em eras românticas. Elas tendem a acreditar que o gênio é o produto de uma centelha divina. Acreditam que houve, no decorrer das eras, modelos de grandeza – Dante, Mozart, Einstein – cujos talentos superaram em muito a compreensão normal, que tinham um acesso sobrenatural à verdade transcendental e que podem ser abordados da melhor forma com um respeito reverencial.

Nós, é claro, vivemos em uma era científica, e a pesquisa moderna desmonta o pensamento mágico. Segundo a ótica atualmente dominante, nem mesmo as habilidades precoces de Mozart foram o produto de algum dom espiritual inato. As suas primeiras composições nada tinham de especial. Eram imitações de trabalhos de outras pessoas. Mozart era um bom músico em tenra idade, mas ele não teria se destacado entre as melhores crianças instrumentistas de hoje.

Atualmente acreditamos que, o que Mozart realmente possuía era a mesma coisa que Tiger Woods tem, – a capacidade de concentrar-se por longos períodos e uma determinação em melhorar as suas capacidades. Mozart tocava piano bastante quando era muito novo, de forma que obteve as suas 10 mil horas de prática bem cedo e a partir daí construiu o seu percurso.

As pesquisas mais recentes sugerem uma visão de mundo mais prosaica, democrática e até mesmo puritana. O fator fundamental que distingue os gênios daqueles que são meramente bem sucedidos não é uma centelha divina. Não é o coeficiente de inteligência (QI) – geralmente um mal previsor de sucesso – nem mesmo em áreas como o xadrez. Em vez disso, é a prática deliberada. Os indivíduos que mais se destacam são aqueles que passam horas (muito mais horas) praticando rigorosamente os seus talentos.

A recente pesquisa foi realizada por pessoas como K. Anders Ericsson, o falecido Benjamin Bloom e outros. Ela foi resumida em dois livros agradáveis: “The Talent Code” (“O Código do Talento”), de Daniel Coyle; e “Talent is Overrated” (algo como, “A Importância Atribuída ao Talento é Exagerada”), de Geoff Colvin.

Se você quiser entender como um gênio típico pode se desenvolver, imagine o caso de uma garota que possua uma habilidade verbal ligeiramente acima da média. Não precisa ser um grande talento, apenas o suficiente para que ela possa obter alguma espécie de distinção. A seguir, você faria com que ela conhecesse, digamos, um romancista, que coincidentemente compartilhasse algumas das mesmas características biográficas. Talvez o escritor fosse da mesma cidade, tivesse a mesma origem étnica, ou tivesse nascido no mesmo dia – qualquer coisa que criasse uma sensação de afinidade.

Esse contato daria à garota uma imagem da sua pessoa no futuro. Coyle enfatiza que isso proporcionaria a ela vislumbrar um círculo encantado no qual algum dia pudesse ingressar. E também seria útil se um dos seus pais morresse quando ela tivesse 12 anos, injetando nela uma profunda sensação de insegurança e alimentando uma necessidade desesperada de sucesso.

Armada com essa ambição, ela leria romances e biografias literárias exaustivamente. Isso lhe daria um conhecimento basilar da sua área. Ela seria capaz de agrupar os romancistas vitorianos em um grupo, os realistas mágicos em outro grupo e os poetas da renascença em um outro. Essa capacidade de agrupar informações em padrões, ou blocos, melhora enormemente as habilidade vinculadas à memória. Ela teria a capacidade de avaliar novos textos de maneiras mais profundas e de perceber rapidamente a estruturas internas desses trabalhos.

A seguir ela praticaria a redação. A sua prática seria lenta, árdua e concentrada nos erros. Segundo Colvin, Benjamin Franklin retiraria ensaios da revista “The Spectator” e os transformaria em versos. A seguir, ele os passaria novamente para prosa e examinaria, sentença por sentença, em que trechos o seu ensaio fosse inferior ao original da “The Spectator”.

Coyle descreve uma academia de tênis na Rússia onde simulam-se jogos sem bola. O objetivo é a concentração meticulosa na técnica (tente reduzir a velocidade da sua tacada de golfe, de forma que ela dure 90 segundos. Veja quantos erros serão detectados).

Ao praticar dessa forma, o indivíduo adia os processos automáticos. A mente deseja transformar habilidades voluntárias e recém-aprendidas em outras inconscientes, que sejam concretizadas automaticamente. Mas a mente não é rigorosa, e vai se contentar com o que for suficientemente bom. Ao praticar lentamente, ao dividir as técnicas em pequenas frações e repeti-las, o estudante esforçado obriga o cérebro a internalizar um melhor padrão de desempenho.

A seguir a nossa jovem escritora encontraria um mentor que forneceria uma série constante de feedbacks, observando o desempenho dela de fora, corrigindo os seus menores erros, pressionando-a para que enfrentasse desafios maiores. A esta altura ela estaria trabalhando novamente com problemas anteriores – como obter personagens em uma sala – dezenas e dezenas de vezes. Ela estaria cristalizando hábitos de pensamento aos quais poderia recorrer para entender ou resolver futuros problemas.

A característica principal que ela possui não é nenhuma genialidade misteriosa. É a capacidade de desenvolver uma rotina de prática deliberada, árdua e entediante.

Coyle e Colvin descrevem dezenas de experiências que analisam esse processo. Essa pesquisa retira parte da mágica que envolve as grandes realizações. Mas ela sublinha um fato que é frequentemente negligenciado. A discussão pública está cativada pela genética e por aquilo que estamos inatamente “programados” para fazer. E é verdade que os genes impõem um limite sobre as nossas capacidades. Mas o cérebro é também dotado de uma plasticidade fenomenal. Nós nos construímos por meio do comportamento. Conforme Coyle observa, não se trata de quem você é, mas daquilo que você faz.

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Criador de "Kassabão" já pensa em bonecos de Serra e Afif para 2010

 

Não é só nos bastidores políticos que as eleições de 2010 já são delineadas. O criador do "Kassabão", boneco gigante que ajudou na campanha vitoriosa à reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), diz já ter pedidos para criar, em 2010, bonecos gigantes do atual governador José Serra (PSDB) e do secretário estadual Guilherme Afif Domingos (DEM).
Ricardo Nazário, que desenvolve produtos de marketing político, o "pai" do "Kassabão", diz que seu produto fez tanto sucesso que ele já tem encomendados novos bonecos para os prováveis candidatos tucanos e democratas das próximas eleições.
Neste ano, além do "Kassabão", o empresário criou outros 11 bonecos para candidatos e padrinhos políticos -como um do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito para a campanha de Serafim Corrêa, em Manaus.
"Não fiz bonecos para candidatos do PT, mas "Lulões", sim", diz ele, traduzindo em negócios o descolamento do presidente da República de seu partido nas eleições.
Além de São Paulo, seus gigantes cheios de ar foram usados em outra capital, Manaus, e em cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Ilhabela e Araras.
Restrições
A idéia surgiu porque a Lei Eleitoral passou a proibir banners e brindes como bonés -material que Nazário fazia- e ele precisava modificar os produtos que oferecia para campanhas, seu principal ganha-pão.
Em uma visita a uma feira de marketing, viu um urso polar gigante fabricado por uma empresa que confeccionava mascotes e pensou em criar réplicas gigantes de políticos. Como modelo, encomendou um Jânio Quadros. Chegar a um boneco semelhante ao candidato foi responsabilidade da empresa de Luis Spalda Alves, que nunca havia trabalhado com produtos de marketing político.
Na campanha de Kassab, a entrada do "Kassabão" não foi fácil, relata Nazário. Ele sugeriu uma imitação não do próprio Kassab, mas do "Kassabinho", o bonequinho criado pelo marqueteiro Luiz González para o programa eleitoral de TV e material de divulgação.
"O marqueteiro não gostou, achou que poderia não ficar bem. Mas até o prefeito adorou o boneco, quando o viu", conta ele.

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Até cheque com assinatura inventada é pago

Pedro assina o cheque de Aloizio, que o põe nominal a Leonardo, que o deposita na conta de Pedro. Aloizio rubrica o cheque de Pedro, já nominal a Leonardo, que o deposita na conta de Aloizio, sem, no entanto, endossar no verso.

A única coisa que os bancos sempre conferem na compensação dos cheques é se os correntistas têm fundos para cobri-los. Se a assinatura que está no papel é a do cliente ou não, isso não importa. Também não faz diferença se o cheque está nominal ou não ao favorecido pelo depósito.

Para comprovar esse fato, a Folha pediu a quatro pessoas que fizessem um teste. O deputado Aloizio Mercadante (PT-SP), cliente do Itaú, e o senador Pedro Simon (PMDB-RS), correntista do BBV, aceitaram. Dois clientes do banco Real também toparam, mas pediram para não ser identificados.

A idéia inicial era cada um assinar o cheque do outro. Mercadante e Simon, no entanto, acharam melhor rubricar seus próprios cheques, mas com assinaturas totalmente diferentes das que constam de seus cadastros de correntistas. Assim, fariam a verificação da mesma forma, mas sem correr o risco de serem acusados de falsificação.

Mercadante usou o autógrafo que costuma rabiscar em pedaços de papel para admiradores. Simon inventou na hora, em seu gabinete no Senado, onde recebeu a Folha, uma assinatura qualquer.

Foram dois cheques de cada um, todos com assinatura errada. Os dois preencheram um cheque no valor de R$ 350 e outro de R$ 100. Os de valor mais alto estavam em nome do favorecido pelo depósito corretamente. Ou seja, o de Simon, nominal a Mercadante, e vice-versa. Já os cheques de R$ 100 foram postos em nome do repórter que assina esse texto.

A reportagem fez os depósitos em duas agências de cada banco, em São Paulo, e em dias diferentes. Essas medidas foram tomadas para não haver a desculpa de que o problema seria específico de uma das agências ou que teriam ocorrido falhas na compensação em determinado dia.

Os quatro cheques foram compensados normalmente, sem nenhum problema. O mesmo aconteceu com os clientes do Real, porém o teste com seus cheques foi ainda mais longe.

Os dois cheques, um de R$ 150 e outro de R$ 350, estavam em nome de

mulheres, mas foram depositados nas contas de homens. As assinaturas, obviamente, estavam erradas. Um dos cheques foi assinado com letra de fôrma.

A paródia ao poema "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade, teria sido confirmada sem problemas se cada um tivesse realmente assinado o cheque do outro.

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Muitos cheques

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Devido ao grande volume de depósitos, os bancos não conferem mais as assinaturas de todos os cheques de seus clientes.

Os bancos preferem arcar com eventuais prejuízos -como na compensação de cheques roubados- e ressarcir os correntistas. Isso se o cliente descobrir e reclamar.

A compensação dos cheques é feita por meio magnético, o que não exige a conferência dos documentos físicos.

Muitas instituições, como o Real ABN, terceirizam todo o processo de compensação dos depósitos em caixas rápidos, que são feitos via envelopes.

Nas dependências das terceirizadas, os funcionários abrem os envelopes e verificam somente se o valor preenchido no envelope confere com o do cheque. Se bater, ele apenas separa os cheques por banco. Outro empregado da terceirizada trata, depois, de lançar os valores no sistema para a compensação.

Em nenhum momento eles verificam se o cheque está em nome do favorecido pelo depósito. De nada valem os avisos nos envelopes: "os cheques em nome de terceiros somente serão compensados se estiverem endossados no verso". Por isso, a Folha optou pelos depósitos em caixa rápido.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Pesquisa diz que ter um DVR melhora a vida familiar

 

O segredo de uma vida familiar feliz pode ser muito mais simples do que se pensava: uma pesquisa demonstrou que ter um gravador de vídeo digital (DVR) melhora radicalmente a relação com os parentes ou parceiros sentimentais.
O DVR é um aparelho muito difundido nos Estados Unidos que serve para gravar programas e filmes em formato digital em um disco rígido, o que permite aos usuários congelar a imagem que estão vendo nesse momento, voltar ou inclusive antecipar a programação para evitar anúncios publicitários.
No estudo, publicado hoje pela imprensa dos Estados Unidos, 79% dos entrevistados afirmaram que a compra de um DVR melhorou as relações com seus parentes e 81% disseram ter menos discussões sobre assuntos como o que ver na televisão.
Por países, os americanos parecem ser os mais viciados em DVR e 81% afirmaram que se tratava do artigo eletrônico mais importante para eles, superado só pelo telefone celular, com um percentual de 91%.
Nos outros países onde foi feito o estudo – Reino Unido, Itália e Austrália -, o DVR parece ser o terceiro aparelho mais valorizado na casa, depois da lavadora e do microondas.
A pesquisa fornece outros dados curiosos, como que, por exemplo, os italianos estão mais preocupados com o cabelo do que com o DVR.

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Paradoxo da escolha: Mais escolhas, menos felicidade

 

Publicado em 2004, o livro “The Paradox of Choice: why more is less” (O Paradoxo da Escolha: porque mais é menos – ainda sem tradução no Brasil) de Barry Schwartz é um “must-read”, principalmente para quem trabalha com marketing, administração e inteligência de mercado.

O autor é um psicólogo, professor de Teoria Social e Ação Social da Swarthmore College, na Pennsyvania, EUA. Ele estuda um dos grandes mistérios da vida moderna: por que nas sociedades onde há liberdade e uma variedade de opções de escolha nunca antes vistas (tanto em termos pessoais, quanto profissionais e materiais), os indivíduos não se sentem mais felizes?

Ao contrário, o número de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão cresce a cada dia! De acordo com a sabedoria popular, quanto mais opções de escolha temos, mas oportunidades para exercer nossa liberdade e maiores são as chances de sermos felizes. Será? Barry Schwartz defende justamente o contrário. Segundo ele, é essa abundância de opções de escolha que há na sociedade moderna que está nos tornando cada fez mais infelizes (e ansiosos).

O psicólogo argumenta que essa infinidade de opções de escolha com que nos deparamos todos os dias é paralisadora e está exaurindo a psique humana. Pense, por exemplo, no número de escolhas que você é obrigado a fazer todos os dias desde que acorda de manhã. Na hora de escolher que café comprar, que tipo de leite, qual das centenas de opções de pão… Qual das centenas de opções de sabonete escolher na prateleira do supermercado. O que dizer então das opções de desodorante? Antitranspirante? Em roll-on? Em creme? Aerosol? Com ou sem perfume?

Enfim, as escolhas de consumo mais simples do dia-dia acabam se tornando uma tortura. Na abundância de opções passamos a vida questionando nossas escolhas. Desde relacionadas com o tipo de café que compramos até com o tipo de profissão que escolhemos, de cidade, de relacionamentos… Lembra até um continho do livro “Dois Palitos”: “e se eu fizesse, e se eu fosse, e se eu, e se… morreu na hipótese”

Escolher, hoje em dia, demanda uma energia muito grande, nos deixa exaustos. Questionamos nossas escolhas até antes mesmo de nos decidirmos e de experimentá-las. E passamos a acreditar que nossos fracassos são sempre culpa de escolhas erradas que fizemos. Que “se” tivéssemos escolhido outra opção isso não aconteceria.

Ou seja, a abundância de escolhas fragiliza a felicidade. E tende a piorar, uma vez que se analisarmos que a tecnologia e os processos estão cada vez mais fáceis de copiar, a tendência é que tenhamos produtos cada vez mais semelhantes em algumas áreas.

O paradoxo, então, é que pensamos que queremos mais escolhas, mas quanto mais opções temos menos satisfeitos ficamos.

Segundo Schwartz, quatro são as possíveis razões para a nossa insatisfação com relação ao grande número de opções:

1) O custo da oportunidade. Ao fazermos uma escolha baseada em um grande número de opções precisamos abrir mão de todas as outras. Analisando apenas duas opções, por exemplo, podemos determinar mais facilmente (e rapidamente – tempo é dinheiro!) os prós e contras de cada uma. Mesmo assim, você percebe que escolhendo uma, você estará invariavelmente perdendo alguma vantagem que a outra opção possui. É o chamado custo de oportunidade: quanto mais alternativas você considera, maiores os custos de oportunidade de uma decisão.

2) Arrependimento. O ato de não escolher é, por si só, uma escolha. Portanto, não nos arrependemos somente do que escolhemos, mas também do que deixamos de escolher. Assim, um infinito número de possibilidades diminui o prazer das escolhas.

3) Capacidade de adaptação. E se a escolha que parecia a mais sensata até ontem, hoje nos mostra ser o pior que poderíamos ter escolhido?

4) O peso da comparação. Como estamos nos comparando o tempo todo com as outras pessoas, acabamos concluindo que a grama do vizinho é sempre mais verde.

Schwartz divide os consumidores em maximizadores e satisfazedores. Os maximizadores buscam a qualquer custo a opção mais vantajosa sempre – vasculham todas as lojas em busca de uma simples meia com o melhor custo/benefício, por exemplo. Os satisfazedores, por outro lado, assim que encontram a opção que lhes pareça a melhor, param de procurar. Adivinhe qual dos grupos tende a ser menos feliz com as decisões? Os maximizadores, claro!

E a relação disso com o marketing?

No livro há uma série de pesquisas relatadas sobre as experiências de compra e o comportamento do consumidor diante das opções. Numa das pesquisas, foram apresentadas em uma mesa uma variedade enorme de geléias, enquanto que na outra mesa, apenas seis opções foram oferecidas.

Embora a mesa com o maior número de opções também tivesse tido o maior número de experimentações, as vendas foram maiores na mesa com apenas seis opções expostas.

Ou seja, o consumidor não quer mais gastar tanta energia na experiência da escolha. E ainda voltar para casa questionando se não teria sido melhor ter escolhido outra opção. Ofereça opções sim, mas em um número que não deixe o consumidor perdido, que não o exauste no processo de escolha, mas sim que facilite esse processo!

Quer ver um outro exemplo?

Com tanta opção disponível emerge a geração “Trialist“. O nome já diz tudo, vem de “try” (tentar, experimentar, em inglês) que é formada por consumidores que querem experimentar todas as novidades possíveis (”em dúvida, leve todos”).

Isso fica mais visível quando imaginamos que os jovens estão transitando em um número maior de tribos e conseqüentemente, experimentando produtos de várias tribos diferentes.

Um exemplo interessante de uma empresas que está adaptando seus produtos a este perfil de consumidor é o da “Pizza Hut” na Inglaterra, onde as pizzas podem conter até quatro sabores diferentes. Experimentando mais, de uma única vez, permite também que o consumidor possa, na próxima experiência de compra, escolher de maneira mais rápida e fácil, com menos gasto de energia e stress.

Afinal, o consumidor já tem muitas coisas com o que se preocupar.

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Comércio Justo

Você topa pagar um pouco mais por um produto feito sem danos à natureza ou exploração desumana do trabalho, sabendo que sua compra ajuda a desenvolver comunidades pobres? Milhares de consumidores no mundo topam. São a base do dito "comércio justo".
Muito mais conhecido na Europa, o "comércio justo", ou "solidário", ou ainda "ético" é um movimento social e um sistema internacional de comércio, que busca atenuar desigualdades nos países pobres, por meio da venda de produtos feitos em padrões sustentáveis.
No Brasil, produtos com o certificado do comércio justo ainda são raros em supermercados. Mas isso pode mudar a partir desta semana, quando serão lançadas as normas nacionais desse comércio.
Por aqui, o sistema começou a ganhar algum espaço no final dos anos 90 e só se tornou mais estruturado a partir de 2003. A proposta para normatizar o comércio justo no Brasil, que será levada agora, no dia 19, a um encontro internacional sobre o tema, no Rio, dá a ONGs e empresas a competência de certificar produtos, orientadas pelo Inmetro. Ela foi desenvolvida por Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e outras entidades da sociedade civil. Surge quase dois anos depois da criação de suas linhas gerais.
"Quando a coisa é muito "democrática", feita a 20 mãos, o processo se arrasta", diz Vanucia Nogueira, 47, superintendente do Centro de Excelência de Café do Sul de Minas, que trabalha com pequenos agricultores na região de Varginha.
Enquanto não vão para as gôndolas daqui, produtos nacionais de comércio justo já certificados internacionalmente são exportados para a Europa, como manga, suco de laranja e café. Essas mercadorias são vendidas pelo "preço justo", isto é, suficiente para que pequenos produtores consigam manter tanto um padrão de vida digno quanto os modos tradicionais de produção.
Um exemplo é o café. Em Minas Gerais, uma saca (60 kg) comum custa por volta de R$ 250, de acordo com o Centro de Excelência de Café do Sul de Minas. Já uma saca da produção "justa" rende ao pequeno produtor R$ 310, quase 25% a mais que o preço de mercado.
Isso é financiado na outra ponta da cadeia, pelo consumidor. A diferença entre o preço comum e o "justo" varia segundo o país e o produto.
Em São Paulo, o Sam’s Club vende o café de comércio justo por R$ 7,38 (250 g), 17,6% mais barato que um café gourmet (R$ 8,96). Mas bem mais caro que um café comum (R$ 2,30). Apesar dos preços altos, o mercado ético mundial cresceu a uma taxa anual média de 40% nos últimos cinco anos. Em 2007, cresceu 47% e movimentou 2,3 bilhões de euros, segundo a Fairtrade, entidade que reúne 23 certificadoras internacionais e produtores da América Latina, Ásia e África. As certificadoras atestam para o consumidor que os produtos seguem os padrões do sistema.
"O comércio justo oferece aos consumidores uma poderosa oportunidade para assumir a responsabilidade pelo que compram. Cada vez mais pessoas se preocupam com a procedência da mercadoria e querem saber se os produtores envolvidos obtêm remuneração justa", diz Verónica Sueiro, coordenadora da Fairtrade.

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