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Arnaldo Jabour
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 23/10/2009
MEI
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 22/10/2009
Grandes bancos brasileiros já estão preparados para oferecer produtos e serviços diferenciados para o Empreendedor Individual, nova figura jurídica criada dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e que entra em vigor a partir de 1º de julho. Esta é a chance que muitos profissionais esperavam para se formalizar e conseguir o acesso a serviços bancários e financeiros, hoje ainda muito voltados para as grandes empresas.
O Banco do Brasil vai disponibilizar, entre as soluções de crédito criadas para esse público, limite de crédito para capital de giro de, no mínimo, R$ 1 mil para quem fatura até R$ 25 mil ao ano e de R$ 2 mil para quem fatura acima de R$ 25 mil até R$ 36 mil ao ano.
“No Banco do Brasil, as costureiras, pipoqueiros, chaveiros, manicures e outros profissionais poderão abrir a conta-corrente da sua empresa pagando apenas R$ 5 de taxa de serviços mensal”, explica o gerente-executivo do banco, Sérgio Rau. Outra vantagem é o acesso ao Cartão Ourocard Empresarial com isenção da taxa de anuidade por 12 meses.
Das soluções de crédito do Banco do Brasil, destaca-se a linha de capital de giro compartilhada com cartão de crédito, que permitirá ao empreendedor realizar suas compras e financiar a fatura em 18 vezes, com taxa de juros a partir de 2,11% ao mês. Ele contará ainda com carência de até 94 dias para pagar a primeira parcela do empréstimo. Por exemplo, o empreendedor compra matéria-prima para sua produção e paga à vista com o cartão Ourocard Empresarial. Após 35 dias, na data de pagamento da fatura, ele escolhe financiar o valor em 18 prestações, pagando a primeira parcela até 59 dias depois, a depender da data escolhida para vencimento da operação.
Sérgio Rau informa que o Banco do Brasil realizará, em agosto, a terceira etapa do Mutirão da Cidadania Empresarial. “A ação ocorrerá em cerca de 300 municípios, com foco no apoio à formalização do Empreendedor Individual”, disse. Para saber onde e como utilizar os principais produtos e serviços, basta procurar os canais de auto-atendimento do banco ou acessar o endereço eletrônico.
O Senado e a ética
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 21/10/2009
Alguns leitores me cobram um comentário sobre a crise no Senado. Começo-o por uma inconfidência: estou com aquilo que os antigos romanos chamariam de “saccus scrotalis repletissimus”.
No primeiro grande escândalo político durante minha carreira jornalística as denúncias que culminaram no “impeachment” de Fernando Collor de Mello–, eu sabia de cor e salteado cada uma das lacunas nas explicações oficiais. Era capaz de dar os nomes dos agentes financeiros envolvidos na Operação Uruguai, o alegado empréstimo de US$ 5 milhões que o ex-presidente providenciou para justificar seus gastos na Casa da Dinda, e estava a par de todos os fatos e boatos acerca das disputas intestinas da família Collor de Mello.
Quando e então mandatário foi finalmente afastado da Presidência, eu e outros milhões de brasileiros estávamos convencidos de que o país abraçara um novo –e melhor– paradigma no que diz respeito à tolerância para com os desmandos da classe política.
É claro que novos escândalos se sucederam, e meu ímpeto em acompanhá-los (que é um indicativo da disposição para cobrar resultados) foi aos poucos arrefecendo.
Hoje, é só por dever de ofício que eu ainda sigo o noticiário atinente ao clã Sarney. E inicio a leitura dos textos já ansioso para chegar ao final. É um assunto ao qual dedico porção mínima de minhas memória e “vis mentalis”. Essa desatenção não é algo de que eu me orgulhe, mas confesso o lapso por considerá-lo importante para tentar entender o que está acontecendo.
Minha hipótese para a inércia na qual caímos, na qual escândalos se sucedem sem que nada aconteça, passa pelo que os epidemiologistas chamam de saturação dos suscetíveis. A classe média urbana politizada, um segmento que já não é tão grande assim, representaria o universo dos suscetíveis, isto é das pessoas que ligam para a política, ficam indignadas com as tramoias dos governantes e, em condições normais, exigem providências cada vez que algum mandatário é apanhado com a boca na botija. Ocorre que a repetição de toda sorte de esquemas de corrupção e compadrio sem que nada de mais palpável acontecesse levou à saturação dessa força de mudança social.
É verdade que os jornais seguem noticiando as traquinagens da família Sarney, as redes de nepotismo, os desvios de verbas e superfaturamentos. O Ministério Público, com toda probabilidade, continuará propondo ações contra tudo o que lhe pareça suspeito, mas, de algum modo, o tema deixou de comover. Ele já não mobiliza a sociedade. Não se veem mais caras-pintadas a cobrar o “impeachment” ou a renúncia de autoridades que os decepcionaram.
Acredito que muito desse processo de saturação tenha a ver com a chegada do PT ao poder. Durante duas décadas, representantes do partido constituíram a linha de frente dos que denunciavam a corrupção. Eram uma voz a ser ouvida, em especial porque os políticos da sigla estavam invariavelmente de fora dos esquemas que se desbaratavam. Hoje, sabemos que era mais por falta de oportunidade para locupletar-se do que por excesso de fibra moral, mas essa é uma outra história.
O fato é que Lula venceu as eleições, assumiu a Presidência em 2003 e, dois anos depois, veio o mensalão. O escândalo de compra de deputados teve um duplo efeito. Do lado das “positividades”, serviu para mostrar que a política não se divide entre a turma do bem e a súcia do mal. Esse tipo de maniqueísmo funciona bem em Hollywood, mas é um pouco simplista demais para dar conta do mundo real. Se a política partidária ficou mais difícil de compreender e pouco propícia para entusiasmos, ela agora ao menos não se presta mais a esse tipo de ilusionismo. E isso é bom.
Do lado negativo, entretanto, os desvios petistas contribuíram para esticar ainda mais os limites de nossa tolerância para com as falcatruas de políticos. Depois de Lula e o PT, praticamente tudo passou a ser permitido. O “eu não sabia” do presidente da República evoluiu para as explicações escarnecedoramente absurdas dadas por Renan Calheiros e José Sarney. Incrivelmente eles não apenas continuam vivos na política como são forças das quais os prováveis candidatos à sucessão de Lula buscam aproximar-se ainda que de forma envergonhada.
Tenho um palpite para explicar o fato de termos nos conformado com os desmandos, em vez de nos tornarmos cada vez mais intransigentes nessa matéria, como seria de esperar depois de Collor.
Numa simplificação grosseira da história da filosofia, existem duas matrizes de sistemas éticos. A primeira, que podemos chamar de deontológica, têm como expoentes Platão e Immanuel Kant. Para esses autores, são os princípios que importam. Uma regra como “não matarás” ou “não mentirás” valem incondicionalmente, seja porque estão amparadas pela ideia de Justiça, por Deus, pelo imperativo categórico ou por alguma outra entidade metafísica.
Na outra ponta está o consequencialismo, cujos grandes defensores incluem Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Basicamente, eles dizem que não existem princípios externos abstratos como a ideia de Justiça que possam validar ou invalidar nossos atos. A única forma de julgá-los é através das consequências que acarretam. Vale dizer que são boas as ações que engendram bons resultados. No caso específico de Bentham (conhecido como pai do utilitarismo), o que importa é o princípio de utilidade, que pode ser traduzido na fórmula: “o maior bem para o maior número de pessoas”.
Embora essas duas matrizes sejam em princípio mutuamente excludentes no plano intelectual, nós, seres humanos, estamos sempre divididos entre elas. E por boas razões. Levados até o fim, tanto a ética deontológica quanto o consequencialismo produzirão paradoxos que não estamos dispostos a aceitar. A impossibilidade de mentir em qualquer caso preconizada por Kant me levaria, por exemplo, a admitir a agentes da Gestapo que eu escondo judeus em meu sótão, delito que me custaria a vida bem como a dos fugitivos. Já o consequencialismo me obrigaria a aceitar como válido o ato do médico que mata o sujeito saudável que entra em seu consultório para, com seus órgãos, salvar a vida de cinco pacientes que necessitavam de transplantes.
De algum modo, a rápida sucessão de escândalos nos afastou da ética de contornos claramente deontológicos e nos empurrou para uma matriz mais consequencialista-pragmática. É como se disséssemos a nós mesmos que, uma vez que todos os políticos roubam, só o que nos resta é escolher aqueles que, sem negar sua natureza, se mostrem mais eficientes ao promover o bem-estar geral. Foi assim que os sucessos econômicos ajudaram Lula a superar a crise do mensalão e o levaram a desenvolver anticorpos contra todas as denúncias. Pior, seus anticorpos acabaram imunizando também aliados do quilate de Renan Calheiros e José Sarney, para ficar apenas na categoria de presidentes do Senado.
Não tenho nada contra as éticas consequencialistas, que, em várias esferas, como a da bioética, funciona melhor do que os códigos puramente deontológicos, mas receio que nós estejamos exagerando. Não podemos, apenas porque a economia vai bem e não vemos alternativas viáveis aos atuais políticos, simplesmente esquecer todo e qualquer compromisso com o decoro republicano. Se o cinismo se impregnar definitivamente na vida pública, estaremos rifando nossas chances de erigir uma sociedade democrática com padrões de decência política compatíveis com os de nações do Primeiro Mundo. Já não sonho com isso para mim ou meus filhos, mas quem sabe para os netos que ainda não tenho.
Ouvir a música certa aumenta a resistência física e estimula a malhar por mais tempo
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 20/10/2009
Escutar uma música animada durante a atividade física aumenta a resistência física e estimula o praticante a treinar até 15% mais tempo do que o habitual e, melhor, sem que ele perceba. A conclusão é do pesquisador Costas Karageorghis, da Universidade de Brunel, na Inglaterra. Na prática, quem gasta cerca de 550 calorias em uma hora de corrida passaria a correr 69 minutos e queimar 82,5 calorias a mais se embalasse as passadas ao som de Black Eyed Peas ou Madonna. Com esse acréscimo, daria para comer, sem peso na consciência, um pacote de 25 gramas de batata frita ou reduzir um quilo na balança em menos de três meses sem fazer dieta.
“As ondas elétricas do som da música chegam ao cérebro, onde estimulam a produção de adrenalina e de sensores ligados ao prazer e às emoções, como a endorfina, afastando a fadiga e tirando a atenção do relógio, do desconforto e da monotonia que alguns sentem com a prática esportiva regular”, explica o diretor técnico da rede de academias Bio Ritmo, Saturno de Souza.
O estado de relaxamento alcançado com a música também melhora a concentração. O nadador norte-americano Michael Phelps, por exemplo, só tira o iPod do ouvido quando o juiz dá o sinal para subir na plataforma. Situação semelhante acontece com a saltadora russa Yelena Isinbayeva: no último campeonato mundial de atletismo, em Berlim, na Alemanha, ela foi flagrada várias vezes ouvindo música até instantes antes de ir para a pista – tudo bem que isso não a ajudou a subir no pódio nem acertar nas três chances iniciais de salto, mas pelo menos serviu de estímulo para ela fazer as três tentativas. “Como os atletas não podem usar qualquer tipo aparelho de som durante a competição, eles mentalizam a canção que estavam ouvindo há pouco para ajudar a melhorar a performance”, conta o treinador da assessoria esportiva Run For Life Wanderlei de Oliveira, diretor da Federação Paulista de Atletismo, de São Paulo.
No compasso certo
“Sabemos que as vibrações musicais provocam vibrações corporais, embalando e sincronizando os movimentos durante os exercícios. Mas tudo depende do ritmo da canção, que pode deixar a pessoa acelerada ou relaxada”, diz a mestre em educação física Maria Luiza de Jesus Miranda, professora da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.
Daí a explicação para que na musculação o som entre como pano de fundo enquanto no treino aeróbico, como spinning, dança ou hidroginástica, ela seja essencial para marcar a coreografia e a velocidade da execução da aula. “Por ser pulsante, a música eletrônica é mais usada quando a intenção é motivar e fazer com que o aluno não pare de se mexer; e os estilos mais lentos, para manter a frequência cardíaca baixa, algo importante no caso da ioga e do pilates”, afirma Alexandre Casanova, presidente da ListenX – Music & Emotion for Business, de São Paulo, empresa especializada em fazer programação musical para academias.
Toque de alerta
Ouvir música ao praticar atividade ao ar livre, no entanto, requer atenção. Tanto que em algumas provas de corrida de rua, o uso do iPod está proibido. “O problema é que há o risco da pessoa não ouvir a buzina do carro que vem atrás e ser atropelada. Por isso, a recomendação é utilizar o acessório apenas em parques e locais específicos para a prática esportiva”, avisa o treinador Wanderlei de Oliveira.
Outra dica para os fãs do fone de ouvido é controlar o volume. “Se ele estiver muito alto pode causar a perda da audição. Para se certificar, basta observar se você consegue ouvir barulhos externos, ter noção do que está acontecendo à sua volta e se a pessoa ao lado não está escutando a sua música. Caso contrário, está mais do que na hora de reduzir a altura”, alerta Saturno de Souza, da Bio Ritmo.
Você sabe o que é tautologia?
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 19/10/2009
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ’subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
Velhos expedientes, novos interesses
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 12/08/2009
Os brasileiros puderam sentir uma incômoda sensação de déjà vu. Era o senador e ex-presidente Fernando Collor, arfante e com olhos projetados, berrando frases destemperadas a um adversário político. Era o presidente do Senado, José Sarney, acusado de cometer atos secretamente ilícitos, defendendo-se em plenário e invocando até a sua generosidade como avô. Eram os senadores Tasso Jereissati e Renan Calheiros, ao melhor estilo “faroeste caboclo”, acusando-se mutuamente de coronel, cangaceiro, dedo sujo e m…. Era a volta da famigerada tropa de choque, essa instituição nacional sempre convocada para salvar congressistas em graves apuros. Há quanto tempo o País assiste a coisas assim? E por quanto tempo terá de conviver com o patético de espetáculos dessa natureza? Afinal, por que a política nacional não consegue se livrar do eterno retorno de seus próprios arcaísmos?
É como um círculo do inferno de Dante, diz o cientista político Carlos Melo, professor de Sociologia e Política do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, de São Paulo. “A sociedade que se modernizou na economia, nas relações humanas, na tecnologia e nas comunicações não modernizou seus personagens políticos. Estes, por sua vez, não têm interesse de modernizar a política da qual se beneficiam”, explica Melo. “Além disso, o bom momento econômico contribuiu para nos aprisionar num conformismo pragmático e num moralismo farisaico. Estamos satisfeitos, isso nos basta.” Autor de Collor, o Ator e suas Circunstâncias (Editora Novo Conceito, 2007), em que analisa a ascensão e a queda do ex-presidente, defende que só uma difícil – mas não impossível – revolução de valores pode tirar a política brasileira da mesmice responsável pela reprodução de seus vícios.
Por que não conseguimos nos livrar desses ‘eternos retornos’ – fisiologismos, tropas de choque, acordões, manipulações, dossiês?
A sociedade brasileira se modernizou do ponto de vista econômico, humano, tecnológico, nas comunicações, mas não avançou politicamente. E a política não consegue renovar seus métodos porque não renova seus personagens. Se olharmos o cenário sugerido para a eleição presidencial de 2010, a rigor, não temos nada de novo. Dilma Rousseff foi de uma organização de esquerda na década de 60. José Serra foi presidente da UNE em 1964. Aécio Neves é neto de Tancredo. Qual a renovação aí? Além disso, é repetitivo dizer, mas é a pura verdade, temos um problema de sistema eleitoral e de representação. O voto no Brasil ainda é baseado em currais. Quando um deputado diz que está se lixando para a opinião pública é porque ele não depende mesmo da opinião pública, dos leitores de jornais, da sociedade política. Ele depende da ponte que, na relação com o Executivo, conseguiu mandar fazer naquela pequena cidade em troca de alguns votos, depende da relação com o prefeito, com os apadrinhados que ele emprega e lhe pagam agindo como cabos eleitorais. Esses são mecanismos muito enraizados, inclusive porque o eleitor prefere manter esse tipo de relação despolitizada com a política. É uma relação que não passa pela cidadania, mas pelo interesse pessoal. De novo, qual a renovação aí? O resultado é que, diante de tanta mesmice, parte da sociedade prefere se retirar a participar, começa a achar que política é coisa para malandro. Não é. Mas, quando se acredita nisso, a malandragem agradece.
A solução passa obrigatoriamente pela renovação dos personagens?
Veja o bate-boca entre Tasso Jereissati (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). Até os termos usados de lado a lado, “coronel” e “cangaceiro”, reforçam o nosso arcaísmo político. Como encaminhar votações importantes, formular alternativas e construir políticas nesse contexto? Impossível. Que trégua estabelecer quando os dois que se engalfinham são justamente as duas maiores lideranças dos partidos a que pertencem? Quem acima deles pode estabelecer a paz? Depois reclamam das interferências do Poder Executivo… Por mais paradoxal que pareça, esse bate-boca é a expressão da despolitização da política, do abandono da grande política, do Senado – lugar de sêniores – reduzido a uma espécie de assembleia sindical, a uma imitação barata das plenárias do movimento estudantil. Quer exemplo mais claro do arcaísmo brasileiro do que Sarney dizer que não conhece seu afilhado de casamento? É provável que não conheça mesmo. Quantos coronéis são convidados a batizar os filhos dos seus empregados e nunca se dão conta do nome da criança?
Como o senhor avalia outra velha ‘instituição’ do Congresso, a tropa de choque, que sempre aparece quando alguém está na berlinda?
Quando faltam argumentos e articulação política, as maiorias acabam se impondo pela força de uma tropa fiel a seus líderes e aos interesses que representam e defendem. Há normalmente um grande grau de truculência, porque, afinal de contas, é a política por meio da força e não da negociação. De tempos em tempos essas tropas de choque, truculentas e impositivas, surgem na política brasileira. Essa que hoje está ao lado do Sarney tem como objetivo defendê-lo, pelos métodos que forem necessários, no espírito do “bateu-levou”, como dizia um porta-voz de Collor.
Collor é um expoente da atual tropa de choque, defendendo o mesmo Sarney que um dia chamou de ‘o maior batedor de carteira da história do País’. Como isso é percebido pela população?
Não deveria surpreender, porque a lógica de agrupamentos desse tipo não passa por relações pessoais ou ressentimentos do passado, mas por interesses muito objetivos e pelo pragmatismo do presente. Esses batalhões são compostos por conveniências absolutamente voláteis. Falando de Collor especificamente, é provável que a sociedade moderna veja o ressurgimento dele como a reedição de um passado que já deveria ter sido superado pela democracia. O velho estilo não assusta mais, apenas irrita, aborrece e denuncia o anacronismo da política em relação à sociedade e à economia, que tanto se transformaram do governo Collor para cá. Ainda assim, é possível que ele encontre ressonância nos segmentos mais despolitizados, atrasados, de índole autoritária, nos eleitores dos currais ainda apegados à nossa tradição patriarcal. O mais triste, porém, é que tudo isso contribui para esse sentimento generalizado de renúncia à política. A confusão ajuda a disseminar a avaliação cínica segundo a qual tudo é permitido, porque afinal “política é assim mesmo”.
Foi só a mesmice na política que levou a sociedade brasileira a esse conformismo?
Não. Há também um movimento maior, global, de fim de utopias, de partidos de esquerda, a queda do Muro de Berlim… Filosoficamente, passou-se a acreditar que a economia poderia garantir tudo. É triste dizer, mas o bom momento econômico é péssimo conselheiro. Ele releva os problemas, desmobiliza. Neste momento vivemos uma crise da qualidade da política no Brasil, mas como a economia vai mais ou menos bem, tapam-se os olhos e o nariz e deixa-se como está. É um erro tremendo, porque se a política estivesse bem ela potencializaria a economia. Mas chegamos ao suficientemente bom e paramos. Nós pensamos: “Poderia ser melhor, mas estamos satisfeitos assim”. Não há pressão pelo ótimo, não temos instituições ou lideranças interessadas em apontar o caminho da mudança. Ficamos só amaldiçoando o escuro, e a vela ninguém quer acender. É preciso que a sociedade que se indigna comece a encontrar alternativa. Será que precisaremos chegar à antessala de um desastre econômico para mudar? É uma pergunta que faço para a sociedade e para o mercado.
Como o sr. avalia o desempenho da oposição na crise do Senado?
O Sarney não é santo, mas quem pode jogar pedra? O Arthur Virgílio tentou e a pedra voltou na testa dele. A oposição está perdida. Não tem programa, não tem discurso, não tem postura. O PSDB critica o governo federal, mas passa por um problema sério com a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Faz só críticas moralistas. Devia era pegar as bandeiras das reformas política e eleitoral e se bater por isso.
Qual deve ser o caminho da mudança, então?
Primeiro, precisamos mudar nossos valores sociais e humanos. Não podemos nos eximir de nossa responsabilidade de cidadãos. Sabe quando você está na estrada e o carro que vem no sentido contrário pisca o farol para avisar que tem polícia mais adiante? Ele está dizendo para você ir devagar até burlar o policial e que depois pode correr de novo. É a esperteza. Ouço muito as pessoas indignadas dizendo: “Que exemplo eu vou dar para o meu filho se esses políticos fazem isso e aquilo?” Eu digo: “Esqueça os políticos. O exemplo para seu filho é você”. Então, é preciso haver uma reforma do indivíduo. Mas ela é mais complicada e, portanto, sou cético. A sociedade moderna tem trazido cada vez mais individualismo e mesquinhez. O que isso tem a ver com política? Tudo. Não devemos achar que política é só o Sarney arrumando emprego para o namorado da neta. A política, na verdade, começa quando você não tenta enganar o guarda. É claro que o exemplo que o Sarney e outros políticos dão à sociedade é o da esperteza, do levar vantagem. Mas nós aderimos ao Sarney ou combatemos o Sarney? Essa é a questão.
O presidente Lula aderiu.
Lula tinha duas más escolhas a fazer: abandonar Sarney e se livrar de um desgaste de imagem, ou abraçar Sarney e manter o PMDB como aliado num momento de CPI da Petrobrás no Senado e de eleições presidenciais na qual ele tentará eleger uma candidata pouco conhecida. Entre enfrentar o custo de perder a máquina peemedebista e suas mil e tantas prefeituras e perder popularidade, o presidente fez a escolha correta do ponto de vista político. Até porque quem está indignado com o apoio de Lula a Sarney são aqueles que já antipatizam com ele. Dizem que é impossível governar sem o PMDB. Eu digo que também é impossível governar com o PMDB. Agora, um presidente com 80% de aprovação popular poderia se envolver mais com as mudanças que o País necessita. No jogo político que está aí é até compreensível que se faça uma aliança ruim para poder governar. Mas não dava para negociar mais caro? Fazer a aliança e ao mesmo tempo arrancar as mudanças? Não precisava entregar de mão beijada. Estamos numa armadilha: precisamos de reformas, mas quem pode fazer é quem se beneficia dos problemas. E eu não vejo no horizonte eleitoral alguém capaz de apresentar novos valores, novas propostas.
O sr. parece bem pessimista.
Sou cético. A história da humanidade mostra que é possível evoluir. Nós já fomos piores do que somos hoje. Mas esse conformismo cínico e pragmático e esse moralismo farisaico me incomodam. O que vemos hoje no Senado é efeito dessa forma de olhar para a política. O Senado era o topo da carreira de um político, ali se discutia em alto nível. Não é mais assim. Tiramos o Sarney de lá e colocamos quem, para promover as transformações que precisamos? Não se trata de derrubar governo. Mas se existisse uma sociedade política, se ela começasse a discutir o País com mais profundidade e começasse a levar isso para fora, poderia dar certo. Enquanto nos Estados Unidos a sociedade disse “Yes, we can!”, aqui falaram “Cansei!”. Com uma frase vazia o Obama despertou a América moderna contra a América arcaica. Nós temos que encarar esse desafio. Mas, por enquanto, dado o jogo político possível em nossa jovem democracia, vamos conciliando o moderno com o arcaico. Patinamos, não saímos do lugar.
Central de Atendimento Minas Fácil – Ipatinga
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 11/08/2009
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A guerra sul-americana de Chávez
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 10/08/2009
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, veio ao Brasil dizer a Lula que a cessão de bases militares para os EUA faz parte da antiga cooperação entre os dois países no combate ao narcotráfico e à guerrilha. Na visita, repetiu a acusação de que o venezuelano Hugo Chávez fornece apoio logístico e material às Farc colombianas. Chávez, por seu lado, qualificou como fraude as informações sobre a transferência de equipamento bélico da Venezuela para as Farc e acusou a Colômbia de servir como plataforma para uma presença militar estratégica dos EUA na América do Sul. Os argumentos defensivos dos dois presidentes são falsos. Mas as acusações de ambos são verdadeiras – e uma está conectada à outra.
O chavismo não é um caudilhismo tradicional, pois a “revolução bolivariana” é um empreendimento internacional. Depois de Simón Bolívar, o maior herói de Chávez é o caudilho Cipriano Castro, que governou a Venezuela no início do século 20 e sonhou com a restauração da Grã-Colômbia. O argentino Raul Ceresole, primeiro assessor ideológico de Chávez, definiu como prioridade do chavismo a restauração do efêmero Estado bolivariano que abrangia Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá. Essa é a base doutrinária da aliança entre o regime venezuelano e as Farc.
No final de 2007, o bufão de Caracas descreveu as Farc como um “movimento bolivariano legítimo” e enxergou na mediação da crise dos reféns na Colômbia a oportunidade para obter o reconhecimento internacional da guerrilha como “força beligerante”. Na ocasião, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, enviado por Lula em missão à selva colombiana, flertou abertamente com a iniciativa de Chávez. Mas tudo ruiu quando uma operação brilhante das forças especiais da Colômbia resgatou Ingrid Betancourt. No mesmo período, sob orientação eletrônica fornecida pelos EUA, os militares colombianos mataram Raúl Reyes, num ataque cirúrgico a seu acampamento no Equador, perto da fronteira da Colômbia.
Reyes era o número dois das Farc – e o chefe das relações internacionais da guerrilha. No seu laptop, arquivos autenticados por agências independentes continham elementos cruciais de uma história que um dia será contada por inteiro. As Farc recebiam ajuda militar de figuras do alto escalão equatoriano e, especialmente, do próprio regime venezuelano. A antiga guerrilha colombiana, desmoralizada politicamente e quase derrotada militarmente, convertera-se no instrumento de uma guerra internacional patrocinada por Caracas.
Chávez não parou, apesar da dura derrota na crise dos reféns. A descoberta recente de que as Farc utilizam lançadores de foguete de produção sueca, adquiridos pelo Exército venezuelano, foi classificada pelo ministro Celso Amorim como irrelevante. A Colômbia não está de acordo, pois sabe que o pesado equipamento não poderia ter sido roubado em território da Venezuela. Os sinais de alarme soaram também nos EUA, desde a descoberta dos arquivos de Reyes, e um alerta vermelho acendeu em Washington no ano passado, quando Caracas realizou manobras navais com a Rússia no Caribe e firmou um “acordo estratégico” de dez anos com o Irã.
Heinz Dieterich, sociólogo alemão baseado no México, tomou o lugar de Ceresole como assessor ideológico de Chávez em 2000. O profeta do “socialismo do século 21″ delineou a meta de construção de um “bloco de poder latino-americano” sob a liderança da Venezuela. O bloco antiamericano existirá, de fato, se tiver amparo de potências extracontinentais capazes de contrabalançar a hegemonia hemisférica dos EUA.
Thomas Jefferson discordava da constituição de um exército permanente para a nova república da América do Norte, defendida por Alexander Hamilton. Mas os dois “pais fundadores” convergiam no conceito que moldou a visão de mundo dos EUA: a segurança nacional depende da separação estratégica entre as Américas e o Velho Mundo. A Doutrina Monroe, de 1823, conferiu uma auréola oficial à ideia, que constitui o motivo de fundo do acordo de cessão das bases na Colômbia.
As Forças Armadas colombianas modernizaram-se na última década e estão entre as mais capazes da América do Sul. Contudo, seu foco são as ações de contrainsurgência e o núcleo de combate é uma força de reação rápida profissional, treinada para confrontos com as Farc. Do outro lado da fronteira, a Venezuela de Chávez engajou-se numa ampla modernização militar baseada na aquisição maciça de equipamentos ofensivos e defensivos. O programa de cooperação com a Rússia envolve a compra de caças, aviões de transporte, navios, helicópteros, sistemas de mísseis e blindados de infantaria. Há analistas que já qualificam isso como uma corrida armamentista. Os EUA não precisam das bases na Colômbia para continuar a cooperar com os colombianos na guerra interna contra a guerrilha. Washington as quer como símbolo de uma presença regional dissuasória e como elementos de apoio logístico na hipótese improvável, mas realista, de uma aventura militar venezuelana.
Dias antes de Uribe, Brasília recebeu o general James Jones, assessor de segurança nacional de Barack Obama, que veio narrar a lenda oficial. De acordo com ela, as bases na Colômbia simplesmente substituem a base de Manta, no Equador, cuja cessão não foi renovada por Rafael Correa, um aliado de Chávez. Celso Amorim, naturalmente, não caiu no conto – e solicitou que a Colômbia oferecesse explicações à Unasul. Mais uma vez, como se tornou costumeiro, o ministro manipula a tradição da política externa brasileira, recortando com uma tesoura ideológica as partes dela que prefere ignorar.
Na condição de maior potência regional e de país continental com fronteiras compartilhadas nas bacias platina e amazônica, o Brasil enxerga com preocupação a presença militar de potências de fora da América do Sul no seu entorno imediato. É uma posição formulada há cem anos, quando Rio Branco fixou os parâmetros da política externa moderna do País. A parceria privilegiada que ele articulou com os EUA tinha como pressuposto implícito a renúncia americana a estabelecer uma presença militar nas faixas externas das fronteiras brasileiras.
Amorim não inova ao sugerir que, do ponto de vista brasileiro, as bases cedidas pela Colômbia, em especial a de Apiay, na Amazônia, a 400 quilômetros da fronteira nacional, não são um equivalente da base de Manta, no litoral do Pacífico. A inovação está no seu solene desinteresse em relação às iniciativas estratégicas de Chávez, que incorporam a Rússia ao cenário geopolítico da América do Sul e ameaçam converter o conflito interno colombiano numa guerra de repercussões regionais. Hoje, como na crise dos reféns, confundem-se os interesses estratégicos brasileiros com as inclinações ideológicas dos ultranacionalistas do Itamaraty e da ala castrista do PT, que enxerga em Caracas uma nova Havana.
Há um preço a pagar por tal escolha. Todos pagaremos.
Conflitos no Mercosul
Publicado por rogsil em Biodiversidade em 08/08/2009
Na ausência de uma política agrícola que vise ao desenvolvimento regional de uma maneira mais integral e que leve em consideração os atores mais sensíveis envolvidos, o processo de integração do Mercosul vem produzindo impactos em diferentes níveis dos sistemas produtivos. Porém, também começa agora a produzir reações, como o surgimento de barreiras “não tarifárias” ao intercâmbio comercial entre os países, ainda que os governos tenham negado estar adotando esse tipo de restrição ao comércio com Argentina.
No entanto, a proibição pelo Brasil de importar maçã argentina, alegando problemas fito-sanitários, teve como resposta desse país a proibição da entrada de frutas brasileiras como a banana, melão e outras.
A rapidez com que se está operando a abertura das fronteiras, junto à lentidão com que opera o processo de harmonização de políticas agrícolas, provoca a concorrência entre produtores com profundas assimetrias nos seus sistemas produtivos. Surgem tensões na área agrícola, como o conflito envolvendo produtores de arroz no sul do país, que bloquearam as estradas na fronteira com Uruguai e Argentina para impedir a entrada de arroz a preços mais baixos que seus custos de produção.
A mobilização, levada pela Federação de Associações de Produtores de Arroz (Fedearroz), pelo Sindicato das Indústrias (Sindarroz) e pela Federação de Cooperativas (Fearroz), propunha-se a defender a colocação da safra local no mercado e questionava a concorrência de seus vizinhos, que teriam uma carga de impostos indiretos mais reduzidos.
Os efeitos desse tipo de concorrência dentro do Mercosul dificilmente poderão ser evitados. Da mesma forma que a exportação brasileira de frango provocou protestos na Argentina, as melhores condições de produção e menores custos no trigo naquele país têm colaborado para desincentivar o cultivo do cereal no Brasil, que já chegou a ser auto-suficiente, mas que este ano deve colher menos de um terço do consumo nacional.
Ante situações como essa, entidades representativas de pequenos produtores do Sul do país, como o Fórum dos Departamentos Estaduais de Trabalhadores Rurais do Sul, vêm propondo a criação de um fundo de investimentos para a agricultura familiar, destinados a financiar melhoras produtivas nas propriedades, possibilitando maiores condições de competição, para iniciar processos de reconversão agrícola neste segmento da população rural, mais sensível ao impacto do Mercosul.
A proposta que, em diferentes instâncias, vem sendo levantada por esse Fórum, parece que pode encontrar hoje alguns espaços em nível governamental. Pelo menos, essa parece ser a posição do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que defendeu a criação de um fundo especial para a reconversão agrícola e industrial de alguns setores, que poderiam ser prejudicados com a implementação do Mercosul. Ainda que defendendo a integração regional como “vantajosa no conjunto”, reconhece que “topicamente, pode haver perdas”, o que demandaria a criação do fundo de reconversão, a exemplo do que existe na Comunidade Européia. Destacou que a “desintegração em alguns setores deve ser corrigida”.
Paralelamente, o subgrupo de trabalho-8 (Política Agrícola) continua o processo de negociações do setor. Em reunião que tinha como meta harmonizar alguns pontos da pauta de intercâmbio para diminuir o impacto do processo de integração, foram tomadas decisões em relação a vários produtos, das quais destacamos as seguintes:
Maçã – discutiram-se as normas de padronização, com base na legislação européia.
Cebola – os brasileiros alertaram sobre a necessidade de planejamento integrado da safra para evitar a superprodução. Os argentinos vão levar o assunto aos produtores.
Alho – foi acordado que as normas de padronização e comercialização seguirão o projeto do Conasur. Solicitou-se que o Paraguai revogue a proibição de importação de alho.
Feijão – o Brasil sugeriu à Argentina a substituição de parte das lavouras de feijão preto por outras variedades, a fim de evitar a concorrência.
Hortaliças – o Brasil solicitou à Argentina a autorização para o ingresso de produtos hortícolas pelas fronteiras de São Borja e Santo Tomé.
Batata – o Brasil sugeriu prioridade na retirada do produto da lista de exceções do Uruguai e Paraguai.
Milho – as delegações avaliaram a necessidade de ações conjuntas para evitar práticas desleais do comércio.
O processo de descapitalização que vem sofrendo a agricultura familiar vem de longa data e agrava-se na conjuntura do Mercosul, que pode ser caracterizada como uma dimensão de uma nova fase de desenvolvimento do capitalismo no campo. Portanto, torna-se cada vez mais urgente implementar medidas que viabilizem a pequena produção articulando lutas no campo da política agrícola com aquelas que, em nível da produção, possam traduzir as necessidades imediatas dos trabalhadores rurais.
Fonte: Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc).
Guillermo Rogel é mestre em sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
